Você conhece a LINHA MIZUNO NEO fabricada no BRASIL?

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17/06/2026
Você conhece a LINHA MIZUNO NEO fabricada no BRASIL?
Conheça a nova linha Mizuno Neo, fabricada no Brasil pela Vulcabrás com alto controle de qualidade e bom custo-benefício. A Maratona de BH reforça regras de competição para atletas de pódio, enquanto um influenciador ignora regulamentos em prova militar. O episódio também discute a importância de seguir as regras no esporte e a falácia da mostarda contra cãibras.

Quarta-feira | 17 de junho de 2026

A Mizuno, marca centenária reconhecida por seu rigoroso controle de qualidade, desenvolveu uma linha de tênis exclusiva para o mercado brasileiro, fabricada localmente. Em parceria com a Vulcabrás, uma das poucas fábricas fora da Ásia com certificação da Mizuno, a marca criou a linha Neo, que busca oferecer um excelente custo-benefício sem abrir mão da qualidade. A colaboração envolveu as equipes de desenvolvimento do Japão e do Brasil para criar produtos que se encaixem no bolso do corredor nacional.

A linha é composta por três modelos:
* “Mizuno Neo Vortex:” Um tênis leve, ideal para treinos diários, com entressola Enerzy.
* “Mizuno Neo Pryzma:” Modelo versátil para todos os tipos de treino, também com entressola Enerzy.
* “Mizuno Neo Aura:” O mais avançado da linha, com entressola supercrítica Mizuno Enerzy Next com infusão de nitrogênio, garantindo alta responsividade. Está disponível em versões com e sem cabedal em knit.

O Neo Vortex e o Neo Pryzma têm preço sugerido de R$ 699, enquanto o Neo Aura e sua versão Knit saem por R$ 799, embora já possam ser encontrados com desconto no site oficial. Para reforçar a presença no país, a Mizuno também patrocina a prova Athenas 25k, da Iguana. Você pode conhecer a linha completa aqui.

Maratona de BH se antecipa e reforça regras de competição

A organização da Maratona e Meia de BH emitiu um comunicado alertando os atletas de elite e competidores que disputam o pódio (geral e por categoria) sobre as regras da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e da World Athletics. O descumprimento pode levar à desclassificação.

Entre as proibições destacadas estão:
* “Uso de dispositivos eletrônicos:” Fones de ouvido, celulares e rádios são proibidos para quem disputa premiação, inclusive para ouvir música ou registrar o percurso. A exceção são relógios esportivos sem capacidade de comunicação externa.
* “Correr acompanhado:” O atleta deve cruzar a linha de chegada sozinho. É proibido receber auxílio externo, como de pacers não autorizados, ou chegar acompanhado por familiares e amigos.

A organização ressaltou que, embora algumas atitudes pareçam inofensivas, são proibidas pelo regulamento oficial.

Influenciador quebra regras e vai ao pódio em prova militar

Em um vídeo recente, o influenciador capixaba Lucas Fonseca registrou sua participação na Corrida da EAMES, no Espírito Santo. Durante a prova, ele se filmou correndo com uma câmera em um bastão, uma clara infração às regras de competição para quem disputa pódio. Além disso, o número de peito estava fixado no shorts, e não no tronco, como determina o regulamento. Apesar das irregularidades, o atleta subiu ao pódio em sua categoria.

A prova em questão é a Corrida Histórica da EAMES (Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo), organizada pela Marinha do Brasil, uma instituição que preza pela disciplina e pelo cumprimento de regras. A situação levantou questionamentos sobre a ausência de fiscalização da Federação Capixaba de Atletismo no evento.

A importância de cumprir o regulamento

A discussão sobre o cumprimento de regras levou a CBAt a atualizar sua Norma 7, que agora diferencia oficialmente “corridas participativas” de “corridas competitivas”. A medida visa facilitar a fiscalização sobre os atletas que, de fato, estão competindo por premiação, separando-os daqueles que correm apenas por lazer.

Embora alguns chamem de “caga-regra” quem cobra o respeito às normas, a atitude é um elogio, pois zelar pelas regras é fundamental para a justiça no esporte. Para se ter um país melhor, é preciso começar respeitando as regras em todas as esferas, inclusive nas corridas de rua. A prática de usar o número de peito de outra pessoa, por exemplo, é considerada falsidade ideológica e pode gerar sérios problemas para a organização e para o próprio atleta em caso de acidente, já que o seguro da prova não cobrirá a ocorrência.

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Por Sérgio Rocha
Publicado em Corrida no Ar
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