Impunidade na MARATONA DO RIO: uma REFLEXÃO

Corrida no Ar
Corrida no Ar News
22/06/2026
Impunidade na MARATONA DO RIO: uma REFLEXÃO
Sérgio Rocha analisa a recorrente impunidade de influenciadores na Maratona do Rio, contrastando com a punição a outros atletas. Ele também relata sua experiência na Athenas Run Stronger, dá as primeiras impressões do Mizuno Neo Vista 3 e comenta o caso de pódios perdidos por uso de tênis irregulares.

Segunda-feira | 22 de junho de 2026

Pelo terceiro ano consecutivo, a Maratona do Rio de Janeiro é palco de polêmicas envolvendo influenciadores da Adidas, e a organização do evento parece continuar “passando panos quentes”. Há dois anos, o influenciador Ian Rodrigues correu a prova de 5 km sem número de peito, largando à frente de todos. No ano passado, o mesmo influenciador, junto com sua esposa Luiza Amaral, interrompeu o fluxo da maratona para um pedido de casamento no meio do percurso, além da presença de um cinegrafista em um monociclo elétrico, não autorizado, para filmá-los. Ambos atrapalharam corredores que precisaram desviar.

Neste ano, a polêmica se repetiu quando Luiza Amaral e uma amiga utilizaram uma bicicleta elétrica para percorrer parte do trajeto, quase atropelando um corredor. O regulamento da prova é claro ao proibir veículos não oficiais no percurso, prevendo desclassificação e banimento do atleta. Apesar disso, a organização apenas informou ter “notificado os envolvidos”, uma medida branda que, na prática, permite que as infrações continuem acontecendo sem consequências reais.

Dois pesos e duas medidas?

Em contraste com a leniência demonstrada com os influenciadores da Adidas, a organização da Maratona do Rio teve uma postura bem diferente com o atleta e influenciador Anderson. Menos de um mês atrás, ele era embaixador do Desafio Cidade Maravilhosa. Na véspera de uma ultramaratona, Anderson ficou doente, foi ao hospital e recebeu medicação, incluindo um corticoide (Dexametasona), que é uma substância dopante. Sem saber da restrição, ele correu no dia seguinte e conquistou o terceiro lugar geral. Ao publicar um vídeo sobre sua superação, ele acabou se auto denunciando. O resultado foi sua desclassificação da prova e a perda da parceria como embaixador do evento, conforme comunicado oficial da Maratona do Rio, que afirmou que “a conduta divulgada […] não representa os valores do evento”.

A pergunta que fica é: qual a diferença entre o caso de Anderson e os casos de Ian e Luiza? Por que um foi punido rigorosamente antes mesmo da prova, enquanto outros, que repetidamente infringem as regras durante o evento, recebem apenas notificações? Fica a reflexão sobre os critérios e a consistência na aplicação das regras.

Como foi a Athenas Run Stronger em São Paulo

No último domingo, participei da Athenas Run Stronger, organizada pela Iguana Sports em São Paulo. A prova ofereceu distâncias de 4, 7 e 15 km, além do antigo circuito com 6, 12, 18 e 25 km. Corri os 25 km, um percurso todo na Marginal Pinheiros, com largada às 5h45 da manhã e uma temperatura ideal de 13°C. A organização estava impecável: retirada de kit sem filas, hidratação excelente com água, isotônico e postos de gel. Nos locais de banheiros químicos, havia sempre uma grande quantidade disponível. Fiz uma corrida progressiva, como planejado pelo meu treino, e fechei com um tempo de 2h26m25s.

Para quem se interessou, a Asics Run Challenge, também organizada pela Iguana, terá etapas em Brasília (28/07), Fortaleza (02/08), Salvador (13/09), Recife (20/09) e Florianópolis (08/11). É um circuito muito bem organizado. Para participar, você pode usar o cupom CORRIDA NO AR 10 para garantir seu desconto. O link para as inscrições está na página de cupons do canal.

Primeiras impressões do Mizuno Neo Vista 3

Aproveitei a Athenas Run Stronger para testar o novo Mizuno Neo Vista 3, um tênis que usei a convite da marca para o evento de lançamento. O tênis é extremamente confortável, com um cabedal em knit que lembra uma “botinha”, proporcionando um ótimo ajuste. Ele é mais estável que a versão anterior e a placa foi redesenhada, tornando a corrida mais gostosa. O Neo Vista 3 é o que chamamos de “proibidão”, pois sua altura de entressola ultrapassa os 40 mm permitidos pela World Athletics para competições oficiais. Apesar de eu preferir modelos com placa de carbono para provas, ele se mostrou um excelente tênis para treinos e longões.

Atletas perdem pódio por tênis irregular

Justamente por ser um tênis “proibidão”, o Mizuno Neo Vista 3 gerou uma situação curiosa na premiação da Athenas Run Stronger. Algumas atletas que subiram ao pódio, tanto no geral quanto nas categorias, estavam usando o modelo e, por isso, tiveram que abdicar de suas colocações, pois o calçado não é regulamentado para competição. Foi o caso da corredora Lá Fabrini. Fica o alerta para todos os atletas que disputam pódios: é fundamental conhecer as regras e saber qual tênis é permitido para não ter surpresas desagradáveis depois da linha de chegada.

Assista no Youtube: Assistir
Assista no Instagram: Ver no Instagram
Assista no Tiktok: Ver no TikTok
Ouça ou assista no podcast: Ouvir episódio

Canais de Informação:
Whatsapp – https://cnoar.run/CanalWhatsappCNA
Instagram – https://cnoar.run/Canal_InstagramCNA
Telegram – https://t.me/corridanoarnews

Este texto foi gerado automaticamente por IA a partir da transcrição do vídeo e extensivamente testada. Por favor, entre em contato caso tenha encontrado algum erro, pois as IAs estão longe de serem perfeitas. Obrigado

Por Sérgio Rocha
Publicado em Corrida no Ar
Notícias sobre corrida de rua, reviews, newsletter e mais.