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Mulher Maravilha no Aterro: um mar rosa que correu junto

Contra Relógio
Maratonando
30/03/2025
Por Denise Amaral
Mulher Maravilha no Aterro: um mar rosa que correu junto
A Corrida Mulher Maravilha, organizada pela Yescom, neste domingo, 30/4, no Aterro do Flamengo — Rio de Janeiro — teve incríveis 8.500 mulheres inscritas para correr ou caminhar 5 km. [...]

A Corrida Mulher Maravilha, organizada pela Yescom, neste domingo, 30/4, no Aterro do Flamengo — Rio de Janeiro — teve incríveis 8.500 mulheres inscritas para correr ou caminhar 5 km.

O que se viu foi um “verdadeiro mar de rosas”, como costumam dizer, com a participação quase maciça das inscritas usando a camiseta rosa do evento, com o W de Wonder — maravilha!

Muitas ainda capricharam no “look” com bermudas e viseiras na cor rosa, além da tradicional meia e até fantasias da Mulher-Maravilha.

Na largada, o famoso locutor do Rio de Janeiro, Adriano Gaúcho, dizia palavras de incentivo e agitava a mulherada. Ele pediu: “Levantem a mão e deem um grito quem está participando de uma prova pela primeira vez!” Vi muitas mãos para o alto.

E concluiu dizendo: “Olhe para o seu lado e veja uma mulher maravilhosa. Abrace-a e deseje boa prova.”

Então, uma menina bem jovem, com os olhos marejados, abraçou-me carinhosamente e disse: “Faça uma ótima prova — e vamos nos divertir!”

Lembrei da minha primeira competição, de 5 km, ao lado da minha mãe, há 43 anos, quando eu tinha 19 anos.

Apesar da “multidão”, não houve atropelos ou empurrões, pois muitas aguardavam tirando selfies ou arrumando a roupa e o cabelo para passar pelo pórtico de largada.

Vi muitas mães e filhas, mães empurrando carrinho de bebê, amigas caminhando e conversando alegremente, namoradas de mãos dadas, cadeirantes, deficientes visuais e mulheres de idades, cores e corpos diferentes.

A quantidade de pulinhos e poses ao longo do percurso foi grande, e acredito que os fotógrafos presentes devam ter obtido renda extra neste evento!

Na chegada, uma medalha estilosa, o tradicional torrone e a barrinha de cereal da Montevégine nas provas da Yescom, e banana, é claro.


No palco de premiação e sorteio de brindes, havia até um tradutor de Libras, além de um animadíssimo DJ e professores da Academia Smart Fit que incentivavam as dancinhas coreografadas de cada música.

Dizem que a corrida virou “modinha”. Minha opinião é que as mulheres, em sua maioria, entenderam que podem ir sozinhas para um evento legal — aumentando o número de participantes nas corridas.

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Mas, se a “modinha” passar e apenas 10% dessas mulheres persistirem, teremos quase 1.000 “velhotinhas” correndo felizes por aí, como eu!

E desejo que a menina do abraço seja uma delas.
Parabéns, Yescom.