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Voltar para notíciasNEW BALANCE 42K Porto Alegre: RECORDES e o CAOS na Organização
Segunda-feira | 13 de julho de 2026
A New Balance 42K de Porto Alegre, realizada no último domingo, entrou para a história da corrida no Brasil por dois motivos bem distintos. Por um lado, a prova, que possui Selo Ouro da CBAt e Selo Elite da World Athletics, teve resultados espetaculares na elite. Pela primeira vez em solo nacional, cinco atletas completaram uma maratona abaixo de 2h10min. O grande campeão foi o marroquino Zinedine Oueria, com 2h08min52s, batendo seu recorde pessoal. Além disso, o brasileiro Fábio de Jesus Correia fez uma estreia impressionante na distância, completando em 2h10min46s e estabelecendo a melhor marca de um brasileiro em território nacional.
No feminino, a brasileira Marina Richwin confirmou sua posição como uma das melhores maratonistas do país ao terminar na quinta colocação geral. A prova também contou com a ilustre presença de Eliud Kipchoge, o maior maratonista de todos os tempos, que participou do evento como parte de seu projeto de correr uma maratona em cada continente.
Confira os principais resultados:
Masculino (Geral)
- Zinedine Oueria (MAR) – 2:08:52
- Aziz Ait Oukhrif (MAR) – 2:09:08
- Thomas Kibet Maru (KEN) – 2:09:16
- Derese Workneh (ETH) – 2:09:50
- Yismaw Yitayew (ETH) – 2:09:58
Feminino (Geral)
- Kautar Kahhaz (MAR) – 2:33:01
- Sadiya Awel Shure (ETH) – 2:34:22
- Tara Melissa Palm (AUS) – 2:34:42
- Caroline Kilel (KEN) – 2:35:17
- Marina Richwin (BRA) – 2:36:58
Melhores Brasileiros (Masculino)
- Fábio de Jesus Correia – 2:10:46
- Wendell Jerônimo Souza – 2:11:34
- Paulo Roberto de Almeida Paula – 2:14:26
- Flávio Guimarães – 2:17:47
- Melquisedeque Messias – 2:19:48
Melhores Brasileiras (Feminino)
- Marina Richwin – 2:36:58
- Marlei Willers – 2:45:45
- Gabriela Chammas – 2:47:43
- Alessandra Diniz – 2:54:13
- Marcia Cavalheiro – 2:57:06
Sucesso de público, fracasso de crítica
Apesar dos resultados históricos, a New Balance 42K de Porto Alegre foi marcada por uma série de problemas graves de organização. A prova praticamente dobrou de tamanho em relação ao ano passado, saltando de 8.896 para 16.560 concluintes no total. A maratona, especificamente, teve um crescimento de 192%, com 5.161 corredores cruzando a linha de chegada. Esse aumento explosivo de participantes, no entanto, não foi acompanhado por uma estrutura adequada.
As redes sociais foram inundadas de críticas. Corredores relataram que a largada das provas de 21 km e 42 km ocorreu em meio a um lamaçal, com poças d’água. Muitos atletas, incluindo o vencedor da maratona, erraram o percurso por falhas de sinalização. Houve relatos de percurso com buracos, altimetria muito acima dos 14 metros prometidos, falta de controle nas baias de largada e até mesmo o encontro de corredores de diferentes distâncias em sentidos opostos. A medalha, com a fita colada com dupla-face, também foi motivo de queixa ao se soltar facilmente.
O problema mais grave, porém, foi no guarda-volumes. Ao final da prova, sob frio e chuva, muitos atletas esperaram mais de duas horas para retirar seus pertences. A organização, Run Sports, publicou uma nota de esclarecimento, atribuindo o problema a dificuldades de acesso dos ônibus que transportavam os itens, mas fechou os comentários da publicação, o que gerou ainda mais frustração. A experiência de muitos participantes, infelizmente, foi de desorganização e descaso, manchando um evento que tinha tudo para ser memorável apenas pelos bons motivos.
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