Corrida no Ar News | sexta-feira | 2 de janeiro de 2026
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Apesar dos problemas, a elite entregou uma disputa interessante. No masculino, a vitória ficou com o etíope Tadese Worku (citado como Muse), de apenas 19 anos, com o tempo de 44:28. O pódio masculino foi composto por:
Destaque também para Miguel Hidalgo, triatleta que terminou na 11ª colocação.
No feminino, a vitória foi da tanzaniana Sisilia Panga, que cruzou a linha em 51:08 e precisou de atendimento médico imediato devido ao esforço e calor.
Ao todo, foram 52.473 concluintes, consolidando a prova como a maior corrida individual da história do Brasil. Apenas 5% dos inscritos não compareceram.
Infelizmente, a experiência geral da prova não foi boa para muitos participantes. Os problemas começaram muito antes da largada e se estenderam até a dispersão.
1. Entrega de Kits e Inscrições O processo de inscrição foi errático, com filas virtuais que não funcionavam. A entrega dos kits no local escolhido (Pacubra, no Parque do Ibirapuera) foi marcada por filas insanas, calor excessivo e pouca ventilação, tornando a experiência ruim para atletas e expositores. Para piorar, as camisetas acabaram no último dia.
2. O dia da prova A única coisa que funcionou bem foi a largada em ondas. No entanto, os pontos negativos foram críticos:
3. O horário da largada A largada tardia (alguns pelotões saíram às 09h40) prejudicou demais os atletas devido ao forte calor. Isso também gerou problemas logísticos para quem precisava fazer check-out em hotéis ao meio-dia. A prioridade parece ter sido a transmissão televisiva, e não a experiência de quem pagou para correr.
Para o ano que vem, alguns pontos precisam de revisão urgente:
Até o fechamento desta edição, a Fundação Cásper Líbero e a Vega não se pronunciaram sobre os problemas. A falta de um pedido de desculpas ou de um plano claro para quem ficou sem medalha apenas piora a situação. A comunicação não pode ser negligenciada.
Obrigado pela leitura de sempre e até amanhã!
Sérgio Rocha
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