Corrida no Ar News | Sexta-feira | 28 de novembro de 2025
A Venus Women’s Half-Marathon deste domingo em São Paulo está chamando atenção pelo que pode ser o maior pelotão de elite feminina em uma prova nacional dos últimos tempos: 33 atletas.
A prova, que tem selo ouro da CBAt e da World Athletics (o “ISO 9000 da corrida”), bateu recorde de inscritos com 8.243 corredoras. Desse total, 28% estão nos 21km – são 2.300 atletas só na meia maratona.
A organização caprichou nos incentivos:
Com todas as bonificações, a premiação pode ultrapassar R$ 40.000.
Para contextualizar: o recorde brasileiro feminino na meia é de Silvana Pereira com 1h11min15s, feito em Florianópolis em 1991 (era pré-placa de carbono). O melhor tempo em solo brasileiro é 1h07min50s de Winnie Kimutai (Quênia) na Meia da Maratona do Rio deste ano.
Boa notícia para os alunos da assessoria The Run. O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a liminar que impedia a assessoria de dar treinos no Parque do Ibirapuera.
Como explicou Victor Reginato, advogado da ATCSP (Associação de Treinadores de Corrida de SP), o tribunal não identificou “indícios mínimos para justificar uma intervenção provisória”.
A disputa com a Urbia (concessionária do parque) continua, mas pelo menos os treinos estão liberados enquanto o debate jurídico prossegue.
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Aqui a coisa ficou interessante. Belo Horizonte acaba de sancionar uma lei se autodeclarando oficialmente a “Capital da Corrida de Rua”.
Belo Horizonte – Lei municipal sancionada em 2025, Porto Alegre – Lei municipal sancionada em 2025, Rio de Janeiro – Mídia local afirma ser “capital brasileira da corrida” São Paulo – Tem mais de 200 provas por ano (maior volume) Fortaleza – Forte tradição em corridas Florianópolis – Midia também se autointitula capital
Não existe uma “capital oficial” da corrida no Brasil. O que essas leis municipais fazem é importante: reconhecem a relevância do esporte e permitem que as prefeituras:
São Paulo tem o maior volume absoluto (200+ provas/ano), mas proporcionalmente à população, outras cidades podem ter índices melhores.
No fim, todo mundo ganha quando as prefeituras abraçam a corrida de rua. Quanto mais “capitais da corrida”, melhor para o esporte.
O caso da hidratação especial em Brasília ganhou novos capítulos. Raíssa Marcelino rebateu a versão da federação:
“Não foi um mal-entendido. Não é o primeiro ano que isso acontece. No ano passado também faltou hidratação especial na maratona.”
A atleta afirma que apenas corredores da maratona estavam no congresso técnico, contradizendo a versão oficial de que foram os atletas dos 21km que pediram mudança de horário das 3h50 para às 4h30.
A organização ainda não se pronunciou publicamente sobre as contradições. O caso pode chegar à CBAt se não houver resolução.
E por hoje é só, pessoal.
Muito obrigado pela leitura e até amanhã!
Sérgio Rocha
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